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11/24/2009 O desafio
11/18/2009 Revisão na lei de direitos autorais. Oba!
DIREITOS AUTORAIS: Lei pode autorizar remix e cópias domingo, 15 de novembro de 2009 20:14O primeiro esboço da revisão da Lei do Direito Autoral, proposta do Ministério da Cultura que passará por consulta pública, sugere mudanças significativas nos privilégios concedidos aos autores de obras intelectuais. A reforma, que ainda não teve seu texto apresentado, permitiria cópia privada de CDs e DVDs para consumo próprio, distribuição de obras fora de catálogo e criação de produtos com base no remix de outros (mesmo que esses outros sejam protegidos por copyright).
10/24/2009 Um pouco de luz nesta vida
Anteontem, aos noventa e três anos, os olhos da vovó se fecharam para sempre neste mundo, para renascer na luz do Cristo, que acredito, todos nós sejamos parte. Fiquei imaginando o vovô esperando por ela, lembrei do meu pai, dos meus outros avós, dos vários tios e amigos que já se foram, dos animais de estimação e pensei, quando estivermos lá do outro lado e ver de verdade o que temos só uma noção ou impressão, ato de fé e fé é acreditar sem ver, quem sabe tudo fará sentido. Estes 15 dias em que esteve internada, os últimos anos em que não podia mais andar foram sofridos e sei que viver assim foi péssimo, nós nos ressentimos muito de poder fazer tão pouco para amenizar seu sofrimento, mas ela sorriu pra nós no domingo passado, quando fomos ve-la no hospital e depois mudando a expressão disse o quanto estava lhe doendo o corpo. Todos os meus parentes me deixaram uma mensagem de vida e não só os seus genes, mas também de vida, de oficio, de tradição, sabedoria, amor, crenças, são os meus tesouros. Há quem deseje herdar ouro, prata, diamantes, da vovó herdei o carinho, a delicadeza, um certo tom analítico, paciente, obstinado de ser, algumas receitas, bordados, fitinhas, laçarotes, plantas viçosas, um baú de sonhos, esperança capaz de superar a dor, histórias, risos, encantamento. No oficio do pastor em sua despedida a palavra do Senhor foi exatamente esta, que erramos, somos pecadores mas em Deus vencemos, devemos ter humildade para reconhecer as nossas fraquezas, por que somos fracos, devemos nos armar na Fé, para que erremos menos, sejamos melhores para que as janelas da vida se abram e suas luzes nos banhem a existência. Ao invés de criticar os erros, a maneira de viver alheia, bom mesmo é aprender com quem tem uma vida que não podemos, não nos agrada observar, não queremos participar, aprenderemos muito. Ela nos mimou a vida inteira, depois de velhinha, nós é que levavamos mimos. Ontem ao levar flores e não ve-la sorrir, inerte, num semblante que nem era mais o dela, esta doendo muito. Sei que a dor vai passar e depois é só esperar, quem sabe farei por merecer e a encontrarei do outro lado. Até a vista vovó querida. 9/28/2009 Cada coisa …
É o frio e chuvas torrenciais, granizo e tornados em setembro, hoje um gambá apareceu lá na escola procurando um lugar para se esconder: http://jarcytania.blogspot.com 9/23/2009 A natureza na primavera
Normalmente tudo fica lindo na primavera, mas aqui em São Paulo começou a chover, ventar e está muito gelado agora a noite. Falando em primavera, outro dia ganhei um pé de alface tirada do pé, lá da horta da escola, que começou bem animada mais agora só uns poucos gatos pingados, obstinadamente cuidam dela. Meu aluno Jonathan está cuidando do transplante das mudas, das verduras, da cerca da horta apaixonadamente. Acho lindo, comovente e dou todo apoio, registrando o progresso no meu blog :: cotidianamente:: http://jarcytania.blogspot.com/ Aqui em casa a alface foi um sucesso!
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| Há dias em que tem-se a impressão de se estar dentro de um espesso nevoeiro.Tudo parece monótono e difícil e o coração FICA triste.É a noite escura da alma. Era meu aniversário e justamente um destes dias estranhos, quando uma voz interior me disse: O alecrim – Rosmarinos officinalis, planta nativa da região mediterrânea – foi muito apreciado na Idade Média e no Renascimento, aparecendo em várias fórmulas, inclusive a ‘Água da Rainha da Hungria’, famosa solução rejuvenescedora. Ajuda a assimilação do açúcar (no diabetes) e é indicado para recompor o sistema nervoso após uma longa atividade intellectual É recomendado para a queda de cabelo, caspa, cuidados com a pele, lesões e queimaduras; para curar resfriados e bronquites, para cansaço mental e estafa; ainda para perda de memória, aumentando a capacidade de aprendizado. |
Existe uma graciosa lenda a respeito do alecrim:
‘O lírio quebrará sob o peso, e o lilás é alto demais. |
Não encontrei o nome do autor e sim muitos sites e blogs reproduzindo-o. O texto é lindo, as informações perfeitas para este dia frio, umido e cheio de lembranças.
Bom chá de alecrim!
Sorria, embora seu coração esteja doendo
Sorria, mesmo que ele esteja partido
Quando há nuvens no céu
Você sobreviverá...
Se você apenas sorri
Com seu medo e tristeza
Sorria e talvez amanhã
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena se você apenas...
Ilumine sua face com alegria
Esconda todo rastro de tristeza
Embora uma lágrima possa estar tão próxima
Este é o momento que você tem que continuar tentando
Sorria, pra que serve o choro?
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas...
Se você sorri
Com seu medo e tristeza
Sorriso e talvez amanhã
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas Sorrir...
Este é o momento que você tem que continuar tentando
Sorria, pra que serve o choro
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas Sorrir
"Smile is the theme music of
Charlie Chaplin's film Modern Times.“
(O filme "Tempos Modernos" foi feito em 1936)
Smile,
Tough your heart is aching
Smile,
Even though it's breaking,
When there are clouds in the sky, you'll get by
If you smile
Through your fears and sorrow, smile
And maybe tomorrow
You'll see the sun come shining through for you.
Light up your face with gladness,
Hide ev'ry trace of sadness,
Altho' a tear may be ever so near,
That's the time you must keep on trying,
Smile,
What's the use of crying,
You'll find that life is still worhwhile,
If you just smile.
Sorri
Quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos, vazios
Sorri
Quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri
Quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados, doridos
Sorri
Vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz.
“Por um lado, ter um inimigo é muito ruim. Perturba nossa paz mental e destrói algumas de nossas coisas boas. Mas, se vemos de outro ângulo, somente um inimigo nos dá a oportunidade de exercer a paciência. Ninguém mais do que ele nos concede a oportunidade para a tolerância. Já que não conhecemos a maioria dos cinco bilhões de seres humanos nesta terra, a maioria das pessoas também não nos dá oportunidade de mostrar tolerância ou paciência. Somente essas pessoas que nós conhecemos e que nos criam problemas é que realmente nos dão uma boa chance de praticar a tolerância e a paciência.
Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.
Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta, interesseiro.
Seja gentil, assim mesmo.
Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto assim mesmo.
O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.
Se você tem Paz e é Feliz, as pessoas podem sentir inveja.
Seja Feliz assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.
Veja que, no final das contas, é entre você e DEUS.
Nunca foi entre você e as outras pessoas.
(l)
Um ex-surfista americano agora se dedica a uma atividade inusitada: fotografar ondas de dentro delas.
Clark Little, de 39 anos, começou a fazer as imagens depois que sua mulher manifestou o desejo de ter uma foto para decorar a casa do casal, no Havaí.
Há dois anos, ele vive do dinheiro que ganha com a venda das fotos.
"O mar é minha segunda casa e eu amo o que faço", disse Little. "Não existe para mim aquela sensação de encarar o trabalho como uma obrigação."
Arremessado
O fotógrafo conta que para obter as melhores imagens, ele utiliza uma câmera capaz de obter até dez fotos por segundo.
As ondas que ele encara variam entre 90 cm e 4,5 m.
Muitas vezes, ele chegou a ser arremessado a até 10 ms de distância de sua localização original.
"Sempre existe um risco para mim, por conta da força e tamanho das ondas. Mas minha experiência como surfista me deixa à vontade para encarar as ondas sem medo", afirmou.
Observações sobre a morte e nossa passagem pelo mundo visível.
Do pó ao pó.
Ontem no final da tarde em Guarulhos - SP, sob um frio de vento polar, fui prestar minha ultima homenagem a minha tia-avó, que era muito querida e amada, chamada de “Zinha” pelos próximos, minha “dinha”.
Pessoa de muita personalidade… ciumenta! Foi casada com meu tio-avô, já falecido e que era meu padrinho de batismo. Eles se separaram a mais de 40 anos, mais ela manteve este elo de ligação comigo, com muito carinho e amizade sincera. Era tia daquelas de fazer quitutes, de cafunés, de cochichos e conselhos, de benzer na chegada e na saída, mesmo nos telefonemas me dava sua benção, tão querida. Ela me adorava e me disputava nas férias com minha avó (irmã de seu falecido marido), elas se foram, ficaram as receitas, as simpatias, o jeito de ser, dela, as boas lembranças como a de seu sorrisão lindo, as gargalhadas, o modo espalhafatoso de saudar a chegada de qualquer pessoa conhecida. Para mim é como se perdesse outra avó.
Hoje estou amuada e preciso chorar a minha dor do adeus. A velha guarda da família vai se esvaziando. Reflito sobre tempo de vida, o que realmente tem valor, o que é só vaidade. Tudo passa, a saudade fica.
Bom … se bem que ainda tenho uma vovozinha velhinha, de coque e óculos, daquelas de desenho animado pra mimar. Sempre que possível dou uma ida lá, para vê-la e desfrutar de sua companhia, telefono sempre pra saber notícias. Ela não entende por que está vivendo tanto e sua maior dor é ver morrer os amigos, o marido, os filhos e já alguns netos.
Festejemos a vida então! Conhecimento lança luzes ao mundo, não é mesmo?!
(a sua razão!)
…
O Homem, apregoada maravilha suprema da natureza, não passa, afinal, de um ser finito e limitado, efêmero e passageiro, incompleto. Acabado paradoxo.
O ser mais capaz de gozar plenamente o prazer de viver é, também, (talvez por isso mesmo), o mais carente de vida. Escassa e curta que ela é, manifestamente curta!
O Homem é o único animal de toda a criação que se descobre absolutamente infeliz. E a sua infelicidade resulta, precisamente, da mais-valia da sua condição- a razão, a consciência de si. Fado insuportável!
Criatura Superior(?!), não vive naturalmente só, alegremente apenas, numa felicidade inconsciente, como todos os animais, no seio livre e generoso da natureza, da sua mãe geradora. Não vive feliz, simplesmente, ... como todas as demais criaturas. Os seus raros momentos de felicidade plena duram pouco, são fugazes, breves instantes... momentâneas iluminações numa penumbra continuada.
Vive, ... mas vive "acompanhado" da consciência cabal da frágil condição da sua existência... macaco nu e desamparado!
Vive, ... mas vive revoltado, amargurado, inconformado, perante a impotência de não comandar o seu devir, e, sobretudo, perante a lucidez de visão desolada da (sem) razão última da vida... que vive uma única vez.
Vive, ... mas vive dolorosamente o sem-sentido absurdo que retira, pesados todos os momentos, do estranho drama, trágico-cômico, que é a sua vida entre a dos outros, seus iguais em condição.
O homem vive em constante estado de insatisfação existencial, angustiado pela clarividência da sua breve perenidade, amedrontado e inquieto pela consciência do breve fim. É o único animal, do diverso da criação conhecida, com a visão cruel da sua finitude - os seus curtos limites. É a única criatura, depois do big-bang (e antes de outro qualquer cataclismo) com a consciência lúcida, desencantada, desesperada, de que não é mais do que a mera sombra de um sonho alheio... (de alguma ficção suprema, quimera desconhecida!). Ao arrepio da sua grande ambição feita ganância desonesta, vã glória de mandar, ... ao arrepio dos seus desvarios de grandezas, impérios a ganhar... puro engano!
O Homem é uma ilusão feita de carne e osso, pequeno formato.
Frágil marioneta de deuses loucos, dramaturgos de uma qualquer peça dum grand-gignol cósmico.
O Homem é uma criatura precária, demasiado precária! Um ser provisório, com termo súbito (mas esperado!). Com apertado prazo de validade!
A sua existência é parca, transitória, pouco duradoura, uma passagem, leve brisa, pelo vale lacrimoso do mundo terreno.
Em direcção certa ao não-ser.
Os seus passado, presente e futuro são a véspera, o hoje e o amanhã duma récita de curta duração: Uma novela biográfica da qual conhece antecipadamente o desenlace... a última página. Escusado desprazer.
O presente passa tão veloz que não parece dar nítida certeza que exista. Os prestes dias que passam a galope no pouco que vive, breve estadia terrena de superfície, fazem dele o louco perdido de sentido, um tonto alienado condenado ao absurdo de um drama que não comanda. Porque o destino imprevisível vence a vontade mais indômita. As contingências da vida não dependem dele, ultrapassam-no.
O seu último destino, futuro fatal, brutal, derradeiro, conclusivo, e anunciado como uma maldição desde o berço, é a morte, voraz predadora. Só ela é definitiva e irreversível - uma ameaçadora entrada no mistério insondável da eternidade.
A morte é a comarca final, enigma ameaçador, porque imensamente desconhecido e inteiramente indecifrável, e por isso efabulado por uma filosofia meta-humana, e ainda assim demasiado humana, melancólica de esperança. A morte provoca uma ontologia amargurada pelo desespero e a mágoa.
Perante a morte, como perante a vida, e o amor, é impossível, imperdoável, incontornável, ficar indiferente. É difícil permanecer incólume ao abeirar desse território terrível de medonho.
A morte marca-nos irremediavelmente, com o trago amargo do desencanto mais lúcido e da revolta mais impotente.
A morte é feita de sucessivas perdas que fazem a enorme angústia omnipresente dos homens, tristes mortais.
Porque o que fica, fica indelevelmente marcado como um lugar incompleto, ... magoado de falta, onde a única verdade imediata é o pesado e pungente silêncio do vazio, da perda, da ausência..., do "nunca mais", lamento irreparável pela saudade "dos que vão indo" (à nossa frente!). Porque o que fica é o lugar onde ficamos "mesmo" a sós connosco, e com essa imensa dor humana, indizível de tamanha! E nada temos que nos conforte, nada temos que anule esta angústia que nos fina e nos consome. Nada temos que nos subtraia do mecânico trabalho da ceifeira maldita que nos vai levando uns após os outros.
E a morte é o único e irrepetível momento da existência que é feito de absoluta individualidade. Nascemos acompanhados (pelo menos pela mãe), vivemos sempre com os outros... (mesmo se excluídos os eremitas, ... mesmo esses seguiram a vocação solitária depois da experiência do "outro", a mais das vezes por causa dessa própria experiência!)... mas morremos sozinhos. Irremediavelmente!
A morte é também, finalmente, o momento das certezas últimas, ou melhor, da grande e cabal certeza que responde inteiramente ao nosso eterno questionar: quem somos, donde vimos, para onde vamos. O elucidativo momento em que as duas hipóteses absolutamente antagônicas e excluidoras do nosso devir existencial se transformam numa só resposta: - ou matéria que se transforma em matéria (e já não haverá disso consciência, pois ela se irá fundir no todo!); ou um puro espírito que animará um "além", que agora apenas pode ser sonhado pela esperança fabuladora, e nunca afirmado racionalmente, isto é pela vivência esclarecedora e confirmadora da experiência. Tudo ou nada! Deus ou um escuro sem fim! Um paraíso eterno de luz junto de um pai divino que nos abraça no fim... reconfortante quimera, (que bom que fosse verdade!) ...ou pó juntando-se ao pó maior da terra.
Certo é haver morte depois da vida, como incerto é haver vida depois da morte.
Certa é a morte de cada homem. Ninguém escapa!
"Animal transcendental" acossado pela revelação de que é pródigo apenas na imensa solidão cósmica e no confirmado abandono da providência (exista ela ou não!), o Homem é um ser condenado "a caminhar a sua vida", pena irreversível, a caminhar sempre para o fim - a morte certa... a hora incerta!
O Homem é pequeno e efêmero. De uma pequenez insignificante. De excessiva finitude. É tudo menos eterno. De ciência certa se sabe que tudo o que é humano e terreno se fina e acaba.. num instante! Na terra nada é eterno, tudo é fogo-fátuo, extinção súbita... ou reconversão, reciclagem! Sucessivos eternos-retornos do nada ao nada! IN TERRIS NIHIL ÆTERNUS EST foi o escrito lapidar, sentença irrefutável, mas também tradução de estado de alma melancólico, patético, pois foi encontrado numa parede de uma casa de Pompeia, grafito nervoso e contudo sereno, talvez escrito por um romano lúcido, iluminado pela hora amarga, em derradeiro instante de verdade, imediatamente anterior à morte intempestiva nas lavas vulcânicas do Vesúvio.
"O Homem não passa de barro, pó, cinza". Eis o juízo edificante que encontramos em todos os textos mais antigos e sagrados das mais diversas comunidades humanas.
Mas a filosofia, a poesia, a arte, virtuosas gnoses, quando veículos da reflexão serena e dasapaixonada sobre a finitude do Homem, ensinam-lhe a sabedoria do desapego sensato das coisas e dos bens de que se rodeia - a elevação moral do despojamento -, e também, lucidez acrescida, a bondade do coração na generosa disposição para a fraternidade. "Estamos todos no mesmo barco, ... a mesma sorte; somos iguais marinheiros, ... irmãos de navegação!"
A filosofia, a poesia, a arte, ensinam-no a subtrair-se da continuada condição de escravo cego do cansativo existir sóbrio de todos os dias, do rotineiro e constante recomeço de guerras e escaramuças que movemos uns contra os outros, ... como se de obrigatória Tarefa de Sísifo se tratasse... outros Caim e Abel danados e amaldiçoados, mil gerações após.
Ensinam-no a escolher entre a idolatria interesseira, de primário hedonismo, que comanda o generalizado fetichismo triunfante, as ganâncias avulsas por mesquinhas colecções de pertences privados, que na essência nada valem, prescindíveis que são, caprichosamente egoístas; e a autêntica e genuína alegria, a inegável satisfação, que se retira da partilha de tudo com todos, do gozo irmanado de todos os bens postos em comum com todos os outros, "terra da cocanha" feita paraíso terreal. "Saudades do futuro" é a feliz expressão que traduz a constante nostalgia do paradigma perdido, a "terra prometida", comarca da abundância final, lenda, ficção, utopia.
Mais de trezentos e cinquenta anos após, mas ainda (e cada vez mais) atualíssima, é a sentença condenatória a esse apego cego pelas materialidades - o monetarismo sacralizado, a prostituta universal que é o dinheiro travestido de supremo bem - feita pela Padre António Vieira: "Os antigos adoravam o bezerro de ouro, os modernos adoram o ouro do bezerro".
Diziam os estóicos latinos, na esteira dos cínicos gregos, de Diógenes: QUI DIVES? - QUI NIHIL CUPIT! QUI PAUPER? - AVARUS! (Quem é rico? - aquele que nada cobiça! Quem é pobre? - o avarento, o ganancioso insatisfeito!)
A contemplação de horizonte poético-filosófico sobre a existência física do Homem, aponta para o desprendimento parcimônico, circunspecto, das coisas de que se rodeia, por mais tentadoras e preciosas que pareçam, tão precárias quanto ele! No extremo, a sabedoria ascética do total despojamento de si! Outra vez mais os estóicos: "Mais vale salvar a alma, mesmo perdendo-se os bens. O mais importante é salvaguardar a integridade do nosso ser mais genuíno, a nossa serenidade do espírito e a dignidade última que a nós próprios devemos".
A fama, vaidade máxima do Homem dura um "ai". Andy Warhol dixit: "15 minutos de fama"... quinze parcos minutos!
É precário tudo o que é humano.
E a filosofia aponta essa precariedade, essa escassez, que nos tabela e iguala inteiramente no fim do caminho. Fama, Glória, Fortuna são deixadas cá... ao pó dos tempos vindouros. (Sótãos desolados... memórias desbotadas, esmaecidas!... ou antigalhas para ostentação dos filhos e dos filhos dos filhos... novos enganos!).
Bens e riquezas são banalidades terrenas, trivialidades, vaidades, apenas! tudo acaba um dia!
Tudo passa... SIC TRANSIT GLORIÆ MUNDI.
Porque um pó, apenas pó, barro, terra, nos volvemos, todos iguais, no fim dos fins!
Acrescente-se, agora, algum alento que ameniza a dureza azeda e cruel destas irrefutáveis verdades, mórbidas e escatológicas que são, a reflexão naturante, panteísta, réstia de moderada satisfação cósmica-de Baruch Spinoza: "Os Homens são os modos finitos da Substância Infinita".
Remate final, andante presto deste retrato da tragédia humana, visto ao modo optimista prudente. Siga-se à letra o lema horaciano: CARPE DIEM (aproveita o dia). Vive o teu dia intensamente! Como se fora o primeiro, ou o último, ... o único!
Dá assim um passado vivido ao teu futuro!
Ou como diz o povo, na sua sabedoria inata ancestral: "Goza o teu dia, goza-o bem, que esta vida são dois dias! Goza a vida enquanto és vivo, pois vais ter muito tempo para estar morto!"
02/06/2009 - 15h58
"VERDE"
Carrinho da Lumineo tem jeitão de moto e preços entre R$ 60 mil e R$ 75 mil
Para circular nas cidades, a maioria dos automóveis não precisa ter mais do que dois lugares. Isso abriria um mercado potencial, em especial na Europa, onde as cidades são antigas, e o poder aquisitivo, alto. A primeira iniciativa nesse sentido nasceu de uma joint venture entre a fábrica de relógios Swatch e a alemã Daimler para fabricar o smart (só em minúsculas), um citadino de dois lugares.
A Swatch logo se retirou da sociedade – queria um motor elétrico –, mas a comercialização iniciou em 1998 com um motor a combustão de três cilindros, inclusive versão a turbocompressor. O smart tem soluções técnicas interessantes. No entanto, quase saiu de linha por ser caro e sofrer com a estratégia de vendas inadequada.
Hoje vários pequenos fabricantes desenvolvem esses citadinos elétricos. Um dos mais criativos é a francesa Lumineo. No Salão de Paris, em outubro passado, a empresa lançou o Smera elétrico. Pretende vender 275 unidades, em 2009 e 450, em 2010. O preço, mesmo com subsídios do governo, é bem salgado: de R$ 60 mil a R$ 75 mil.

Elétrico Lumineo Smera: lugar para dois, um na frente, outro atrás
Destaca-se a distribuição interna de motorista e passageiro. Ao contrário do smart, onde se sentam lado a lado, o Smera prevê o passageiro atrás do motorista. O comprimento de 2,45 metros equivale à primeira versão do smart (o carrinho alemão cresceu depois para 2,7 m). A vantagem está na largura de apenas 0,82 m.
O mais genial é o fato de a carroceria se inclinar na curvas, como as motocicletas. O motorista não precisa fazer nada. Um sistema eletrônico se encarrega de gerenciar tudo a partir de sinais fornecidos por uma central inercial integrada.
Seguindo os parâmetros dinâmicos do veículo, a trajetória em curvas, o modo de dirigir e o estado da pavimentação, é determinada instantaneamente a atitude ideal. Um servomotor pilotado pelo computador central realiza de forma automática a função de inclinar a cabine e as quatro rodas.
Responsáveis pela propulsão, dois motores elétricos somam 40 cv (cavalos) e nada menos que 100 kgfm de torque (força)! A transmissão é direta para cada eixo por meio de correia, sem caixa de câmbio. Outra central eletrônica, com a mesma confiabilidade já comprovada em aviões, controla a cada milissegundo o regime de trabalho e o torque entregue às rodas.
Modelo teria bom desempenho, mas preço um pouco salgado
Os motores elétricos, projetados especialmente para a Lumineo, pesam 25 kg cada. Com baixo atrito e pouca manutenção, têm durabilidade de 200 mil km. Autonomia é de até 150 km entre recargas da bateria de íon de lítio em uma tomada.
A velocidade máxima de 130 km/h dá para não fazer feio na estrada. Por outro lado, a aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 8 segundos permite grande agilidade em zonas urbanas e capacidade de desviar com segurança e rapidez das longas filas e congestionamentos. Isso também pelo baixo peso: apenas 350 kg, incluindo bateria (80 kg).
A fabricante francesa afirma o grande benefício do custo de R$ 0,20/100 km. Ao longo de 100 mil km, a economia pode chegar a quase R$ 20 mil, em comparação a um carro subcompacto convencional, que atinja a média de 20 km/l.
Em todos esses cálculos, a premissa é o preço baixo da eletricidade. Mas ninguém assegura continuar assim, se a frota de elétricos crescer de forma acelerada.
Bem … a indústria nacional poderia fabricar um modelo destes. Imaginei uma “Romiseta” elétrica, repaginada e com preços populares, que delicia não seria.Em 2007, anunciaram sua volta, pena ter ficado somente no anúncio. |
Para os saudosos, a lembrança:

O Romi-Isetta é o carro mais exótico já fabricado no Brasil. O eixo traseiro é bem mais estreito que o dianteiro e ela aparenta ser ainda menor do que realmente é, com 2,27 metros de comprimento por 1,38 metro de largura. Entra-se nele literalmente pela frente. Foi justamente por falta de uma segunda porta que o carrinho, lançado em 1956, não foi considerado oficialmente o primeiro carro nacional. No ano anterior, as Indústrias Romi, que até hoje fabricam máquinas operatrizes em Santa Bárbara d’Oeste (SP), deram início à fabricação da versão brasileira da Isetta, sob licença da fábrica italiana Iso. Em 9 de abril de 1953, a empresa ISO Automoveicoli-Spa, fabricante de pequenas motocicletas e triciclos comerciais, fundada pelo gênio Enzo Rivolta, Isetta 53 - motor ISO apresentou no salão de Turin um projeto iniciado em 1952 denominado Isetta, (pequena ISO), do engenheiro chamado Preti. Apesar da boa aceitação no mercado italiano, devido às suas características peculiares como porta frontal para facilitar o acesso, dimensões diminutas, boa dirigibilidade e performance razoável para a época (máxima de 70km/h) fazendo até 25km/l, a sua "vida" na Itália teve um curto período. Sua fabricação encerrou-se em 1956, quando esta fábrica transferiu todo seu maquinário para a empresa Romi, no Brasil, onde, segundo registros, o Comendador Américo Emílio Romi, proprietário da empresa Máquinas Agrícolas Romi, em Santa Bárbara do Oeste - SP, conhecido por sua excelente visão de futuro, assinou contrato em 7 de fevereiro de 1956 para início de fabricação da Romi-Isetta. Ainda em 1955, a ISO concedeu licença à BMW para fabricação na Alemanha, cuja empresa adaptou o motor ISO de 200cm3 para um motor monocilíndrico de 243cm3 adaptado de motocicleta, sendo substituido Pick-up Isetta (bélgica N.V.Anc.Ets.Pillette) logo em seguida por um mais potente de 300cm3, produzindo 161.728 Isettas. Além da BMW, foram concedidas licenças também para a empresa francesa VELAM, a espanhola Borgward-Iso, a brasileira Romi e a belga N.V.Anc.Ets.Pillette, que fabricou inclusive um modelo pick-up. Estes veículos tiveram uma vida útil muito curta, apesar de seu sucesso, não passando do ano de 1962.
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